Crianças com anemia falciforme têm risco de AVC muito maior que a população da mesma idade. Antes do rastreamento sistemático, cerca de uma em cada dez crianças com a forma mais grave da doença tinha um AVC até os 20 anos.
O Doppler transcraniano mudou esse cenário: ele identifica as crianças com maior risco antes que o AVC aconteça.
Na anemia falciforme, as artérias do cérebro podem se estreitar progressivamente. O Doppler mede a velocidade média do fluxo nas artérias cerebrais médias e na porção final das carótidas. Velocidades elevadas indicam maior risco.
O estudo STOP mostrou que, em crianças com Doppler alterado, um programa de transfusões regulares reduz o risco de AVC em cerca de 90%. Estudos posteriores avaliaram a manutenção das transfusões e a possibilidade de substituí-las por hidroxiureia em casos selecionados. A conduta é definida pelo hematologista que acompanha a criança.
As diretrizes recomendam o rastreamento anual com Doppler transcraniano dos 2 aos 16 anos em crianças com as formas HbSS e HbSβ⁰, com intervalos menores quando o resultado é condicional ou alterado.
Conteúdo informativo. Não substitui a avaliação médica individual.
O exame é realizado pelo próprio Dr. Dkaion na Clínica Benui, em Goiânia, com laudo e correlação clínica ao final. Agendamento direto pelo WhatsApp, com hora marcada.
Agendar Doppler transcranianoNeurologista · CRM-GO 25701 · RQE 17018 (Neurologia)
Fellowship em Neurologia Vascular — HUGO
Membro da AAN e da Sociedade Brasileira de AVC (SBAVC)
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